sábado, 1 de setembro de 2007

O Anti-crime ateu


Tenho a incerteza do certo

pois o correcto está errado

planeio duvidas

às respostas dadas

Invento desculpas

às culpas inventadas

Torno-me bode expiatório

de um crime sem castigo

e lavo-me de manhã

expiando o sujo

imaculadamente limpo

Amanhã vou comungar

no meu bar favorito

peço a um Deus falso

a absolvição no ultimo copo da noite

Será nesse momento ébrio

que sentirei a tua falta

mas sentirei mais a nossa

afinal não existes

Nada é o que parece

e parece-me que és nada.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O meu Pai


Não entendo tudo o que diz

ainda menos o que faz

mas é meu e estarei com ele

até onde possa, afinal sou

tão pior ou igual a ele...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

DESVARIO COLORIDO

Hoje é a cor que me move


as sombras em que me escondo


e as trovoadas que passam cá dentro


as secas... rasgadas de desejos


raio de luz azulada na noite mate


é tudo cor... é tudo luz


é tudo ... arco-íris silenciosos

dos que gritam para dentro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Quero que te cales


Quero que te cales
nao digas mais nada
Quero que vás embora
saias pela porta

Quero que me deixes viver
que me faças esquecer
que caminhes no azedo
quero que vivas no degredo

Quero que te cales
nao digas uma palavra
Quero que me deixes
nao voltes a existir

Quero que sofras
Enquanto eu morro
Quero que te cales
Já não me vales

Silêncio amor
é como raiva
entre o ódio e o amor
vai somente um pouco de dor.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Santa Sofia

Não falta alma a quem adivinha
tamanhos feitos e palavras
falta esporadicamente a humildade
de quem sabe tanto para entender pouco

O Saber é efémero na proporção
do que ainda não se sabe
ainda não se entende
mas se procura, dia a dia
humildemente entabuado na
capacidade humana de aprender.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Homem revoltado vs Homem resignado

"... Deviam ser ou resignados ou revoltados. Espero que fossem revoltados: é menos triste.
Um homem revoltado, mesmo inglóriamente, nunca está completamente vencido. Mas a resignação passiva, a resignação por ensurdecimento progressivo do ser, é o falhar completo e sem remédio. Mas os revoltados, mesmo aqueles a quem tudo - a luz do candeeiro e a luz da Primavera - dói como uma faca, aqueles que se cortam no ar e nos seus próprios gestos, são a honra da condição humana. Eles são aqueles que não aceitaram a imperfeição. E por isso a sua alma é como um grande deserto sem sombra e sem frescura onde o fogo arde sem se consumir..."

in "Contos Exemplares" - Sofia de Mello Breyner Andresen

domingo, 5 de agosto de 2007

Round forgiveness


There is nothing more to forgive
cause there's no one else here
Suspect me
Rip me
love me
but never forgive me...

And the world comes around in forgiveness
there is nothing more to makes us stay
and we won't accept it
whisper me
trip me
silence me
but there's no one else here.

And the world seems so simple
as we try to mingle.
And the word comes around in sweetness
Round in forgiveness

sábado, 4 de agosto de 2007

POEMA CALIMERO


Deixa a casca, parte de novo
em busca do mesmo diferente lugar
Escondida nao és, nem serás nada
Dentro de um ovo onde és tudo
No mundo parte diariamente

para ficar no sitio onde
ainda não chegaste

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O "PITO DOURADO"

Ao ritmo que estão a fazer o filme da C..... Salgado.

Ainda acabam antes de eu conseguir ler o livro...

Graças a Deus!!!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

THIRTY F......... FIVE

(35)

Oh God help me
I'm getting old
and not everything
I see is turning gold.

Oh God, look at me know
I'm slow in movement
but fast in mind.
Everything is clearer
no need to rewind
but quality and age
is a state of mind.

Oh God, look then now
I'm still on the road
and 35 sounds nice
Oh God, living is a vice.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Exógeno


Hoje vou ser assim

superficial o suficiente para demonstrar

o meu total desinteresse em ti

mesmo que tu não me saias do corpo

mesmo que tu não me saias da alma, que está muito pouco católica... agora.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Nirvana

A paz já está instalada...

Não vou tomar banho ao Tejo para limpar os meus pecados
imitando os 70 milhoes no Ganges porque está demasiado limpo...
o Tejo... claro.
É demasiado cristalino, é demasiado perto do "Nirvana".

P.s - "Não procuro o que desejo, procuro o que preciso"

DÉSPOTAS

Como tudo o que fazemos
nem sempre tem a razão que as pessoas querem
nem a que nós desejamos.

Porque o mundo não é perfeito
como nós o queriamos,
apesar de não sermos perfeitos
e de nem sequer fazermos ideia de como ele seria se assim o fosse.

Como as ideias e os desejos nos atraiçoam mais vezes do que desejamos
para nos sentirmos perfeitos para este mundo imperfeito.

Porque, assim somos, imperfeitamente "Nós",
aqui está o pensamento dos "déspotas" de sentimentos.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O sussurro dos amantes

Chega mais perto de mim
Vou contar-te um segredo
Não importa o medo

que tens de mim
o receio que temos de nós
Hoje não passas junto a mim
sem te contar nada
Sussurro-te cá dentro o quanto gosto de ti…

aos gritos
aos gritos
aos gritos…

Amanhã falamos...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Exalar sem vontade

Não me apetece nada daquilo que me exiges
Às vezes também pedes
mas são poucas
Exiges por fraqueza ou medo de ti.
Não tenho a certeza, mas acho que é isso
Mas pode ser o que tu quiseres
Não me apetece nada deste modo

É como exalas a nossa palavra
Como a transformas e exiges
Exalas … exiges
Não me apetece nada disto
Tenho uma ligeira saudade de ti, é certo
Apetece-me que estejas perto o tempo suficiente
para saber o quanto exiges e não me apetece dar.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Resumo de uma noite

Esta noite sonhei
que certamente te beijei
num desejo incontrolado
de um impulso inadiado

Sonhei muito mais devia
numa cama quase vazia
Revolvi os meus lençóis
num quarto de mil sois.

Esta noite estive perdido
no sono, e no sentido
respirei um vácuo do coração
onde dorme um sopro de ilusão

Esta noite vi-me novamente
numa novela de cordel.
como tinta permanente
numa carta sem papel

A noite dos mesmos sonhos
é feita de que ainda somos
Sonhei muito mais do que devia
numa cama quase vazia

Constatação do dia...

"A leveza das entrelinhas esconde as palavras,
aquelas que não dizemos,
raramente escrevemos,
mas sempre pensamos."

(S. Outeiro)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

ARTE QUE NUNCA ME DEDICASTE - O meu poema com efeitos AMADEU SOUZA CARDOSO

Na candura dos teus versos
onde transpiro de palavras
ou sentimentos incertos
onde o poema acaba.

Na curva da tua caneta
com marcas de punhal
Obra de obscura opereta,
mero anuncio de Jornal.

Na visita a esse estranho museu
onde o silêncio gritante impera
como quem chora num mausoléu
por apaixonada saudade de espera.

Na página de todos os livros lidos
entre os capítulos de folhas marcadas
sonha a mente por simples sentidos
de acabar historias inacabadas.

Na obra que se vive diariamente
só deixo sentir e respirar arte
quando me esqueço amiudadamente
da importância que foi amar-te.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Cansaço urbano


Começo por tudo o que basta
Canso-me de um horror nocturno
Adocicado pelo viver diurno
As pessoas frias em dias quentes
As quentes em cheias de azias
transito em mão cheias
bolsos vazios de sonhos e dinheiro

Começo por aqui e posso acabar noutro lado.

(continua brevemente)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

2007

Em 2007, comprometo-me a ser feliz.

A encontrar a parte "incompleta" daquilo que me falta.
E a não pedir nada... que não possa ser meu...
Há mais que se possa pedir!?

P.s - Olho o espelho e não tenho vergonha do que sou...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Splited


O meu coração perdeu um ventrículo
sem razão aparente a não seres tu.
Aguardo cirugia correctiva rápida
ou transplante demoradamente imediato....

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

A outra volta do parafuso - (Paulinho Moska)

Naquele dia senti Que, finalmente, tua máscara ia cair
Definitivamente eu estava cansado de te ouvir mentir
Meu corpo doía de um lado minha alma fervia do outro

De novo no mesmo lugar e eu não queria estar ali
Tenho certeza que tu és o castelo onde o meu desejo mora

Mas me machuquei quando me aproximei de tuas paredes de pedra
E tudo que sonhei me incomoda agora

Seja qual for o dia seja qual for a hora
Antes de pensar em me procurar
Me apague da tua memória
Porque já tranquei as portas

E escondi as chaves
Só não vi de que lado fiquei
De dentro, ou por fora, nem sei
Você me dói agudo e isso é grave,

Grave antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar a ser alguém
Alguém que saiba, pelo menos tudo aquilo que não quer

Alguém que tente atravessar o túnel no final da luz
Pois fiquei cego, surdo e mudo

E agora quero me esquecer de tudo
Pra descobrir em fim o que sobrou de mim
Que ainda me seduz
Se por acaso pensas que eu vou me perder por aí

Ainda vou gritar no teu ouvido
Que a vida é um parafuso sem fim
Que a cada volta aperta mais

E nunca afrouxa para trás
Só então saberás que desde o início eu já era assim
Você me dói agudo e isso é grave, grave

Antes de te reencontrar, sei que preciso voltar a ser alguém

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Vou fazer que a lua me ame

Vou fazer que a lua me ame
nas insónias que me provoca
Transformando-me em animal
acordado na toca.

Vou fazer que a lua me ame
No crepúsculo da pele
deseje-me até à aurora
Vou fazer que a lua me ame
Antes que o dia me sele
Pendurar-me algures cá fora
E pela corda ou arame
Irei apanhar primeiro sol e aguardar por ti.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Amor cá estamos

Amor cá estamos!!!
sem promessas falsas
sem redomas partidas
sem unhas roídas
entre o principio
e o fim inicial
instinto animal
feromonas perdidas
em pele mordida.

Amor cá estamos
entre todos
descobrimos coisas
um para o outro
singularmente simples
num mundo complicado.

terça-feira, 31 de outubro de 2006

ODE AO CASMURRO (II)

MAS EU N?O PRECISO DE AGRADAR AO MUNDO
SOMENTE ?S PESSOAS QUE ME S?O IMPORTANTES
E TALVEZ SEJA ESSA ESSA RAZ?OO
PORQUE ESTOU A AGIR DESTE MODO
QUE PODES CONSIDERAR IGNORANTE
MAS ESTE "N?O" TEM UM OBJECTIVO MAIOR
QUE SE ESCONDE POR ENTRE COISAS QUE DESCONHECES
MAS TAMBÉM AS SENTES OU PELO MENOS TE APERCEBES
FALAVA DEMAIS
E AGIA DE MENOS
AGORA FALO MENOS
E AJO MAIS
E É AI NESSE PONTO
QUE FICA A CASMURRICE
E A VONTADE DE VIVER
N?O ME APETECE SER UM PORREIRO
NEM BOMBO DA FESTA
EU GOSTO MAIS DO PRAZER
QUE FICA NO RESPEITO
QUE AINDA ME RESTA.
QUANTO AO FUTURO
TENHO MUITO A FAZER
E UMA TANTAS COISAS PARA TE DIZER
MAS FICA POR AQUI ESTE MONOLOGO
A QUE TU CHAMAS BRINCAR COM AS PALAVRAS
MAIS VALE BRINCAR ASSIM
DO QUE BRINCAR COM OS SENTIMENTOS
DAS PESSOAS QUE NOS S?O AMADAS.

PERDOAR PASSA POR ISTO
O PERCEBER
ONDE FICA O NOSSO "RISCO"

N?O TE DOU BEIJOS AGORA
PORQUE NUNCA OS QUISESTES
ALIÁS DE CONFUS?ES E MEXERICOS
JÁ ME CHEGAM
COMO JÁ TU O DISSESTE.

ODE AO CASMURRO (DEDICATÓRIA)

POR TODA CASMURRICE
NADA TE POSSO PROVAR
ALIÁS COMO SOU CASMURRO
ESTARIA-ME A CONTRARIAR

SE SER CASMURRO É SÓ FAZER
O QUE ACHO CORRECTO
E SENTIR-ME BEM
COM ESTE TIPO DE AFECTO
NESSE CASO SOU UM CASMURRO
MAS UM CASMURRO COMPLETO

SENDO COMPLETO
SE CALHAR JÁ N?O ME FALTA QUASE NADA
A N?O SER UMA COISA QUE
NEM A CASMURRICE ME PERMITIRIA
ABRIR A BOCA E ESTRAGAR ESTA LINDA SAGA

MAS PELO MENOS VIVO POR MIM
NESTA PAIX?O DE VIDA ESTRANHA
COM ESTE TIPO DE AMOR
E A CASMURRICE QUE ME ACOMPANHA

SABES
SER CASMURRO PODE SER MAU
E ATÉ UM DEFEITO
MAS EU N?O NASCI PARA AGRADAR AO MUNDO
E O MUNDO NUNCA QUIS NADA PERFEITO.

QUANTO AO RESTO, MEU AMOR
NADA MAIS PARA DIZER
ALIÁS COMO SOU CASMURRO
FICAS TU NA DUVIDA
SE ME DEVES PERCEBER...

CASMURRO COMO SOU
ESCREVO OS BEIJOS QUE N?O TE DOU!!!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Tratado do veneno (Vers?o incompleta)

Devo odiar tudo o que mais desejo
Perder-me de rancores por um beijo
Envenenar-me por um pedaço de alma
Verter todo o nosso sangue numa malga.

Quero envenenar-me de amor
Perder um pouco do rancor
Beber as tuas palavras como soro
e prometer esquecer-me do antídoto

Devo envenenar-me do teu corpo
Abandonar-me num só sopro
Num trejeito de morto
morreres na cama de outro.

Envenar-me até morrer.
De ti
Onde eu quiser, e como puder.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

PECADO DO DIA


S?o suaves doces
em que o mel nos torna
entretidos numa mousse
desejamos o que se entorna.

S?o suaves pecados
os doces nas m?os dos outros
de tanto querer comer bem, baralhados
acabamos por comer mal todos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

A regra da exist?ncia

Acredita por um momento que a vida é enorme
Que somos um enxame de desejos
picados por uma inexplicável vontade a mudar tudo
quase perdemos o medo, sentados no muro
pois viver assim torna mais fácil o salto
Justificando queda pelo prazer do feito

Acredita nisto por um momento
uma luz quase soprada,
vela quente em cama gelada
Dor s?o bocados de cera no peito
A nossa eternidade é o que ainda somos
E porque um dia o fomos,

reserva-nos esse direito.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

UM ADEUS QUE N?O EXISTE

(pelo exasperante sonho desta noite)

Quero tanto dizer-te adeus
marcar um ponto de descanso
pedir uma despedida a Deus
demarcar-me de ti, com avanço.

Quero esquecer-te no sentido
saber recordar-te, no passado
viver por um qualquer outro motivo
sorrir de nós, no final, descomplexado.

Quero, desejo, peço...planeio
ausentar-me do que nos marca
aprender com um novo beijo
que o coraç?o vive, ainda que parta.

Quero por agora o que está óbvio
perder-me de todo o teu cheiro
tornar a amar copiosamente, sem ódio
Quero um adeus que n?o existe
Quero um adeus inteiro.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Fado da inveja

Ai esta inveja
que faz da vida um fado
viver a paz dos outros
como fosse nosso pecado.

Ai esta inveja
escondida numa varanda
parece sorte fingida
? espreita de quem abranda.

Ai esta inveja
que faz tanto amigos
torna as melhores pessoas
nos nossos piores inimigos.

Ai esta inveja
parece grande doença
Ai esta inveja
Malfadada sentença
Ai esta inveja
Onde esta gente rasteja

Inveja dos que nem vivem
Só para ver outros caírem.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

As respostas

As respostas s?o feitas de tempo
entre letras faladas e escritas
ensopadas de alegria ou lamento
revelam-se quase prescritas
como pegadas em cimento.

As respostas s?o feitas de vidas
algures passadas ou agora presentes
ditas por alguém sem meias medidas
ou um acaso de sentimentos ausentes
tornando mais fácil as despedidas.

As respostas s?o feitas de gente
que relembra o que ainda n?o perdoa
e tudo perdoa porque já n?o sente.
Muita realidade quando amiúde, magoa
e a minha dor n?o é de todo inocente.

S. Outeiro

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

"Des"dicatória

Dedico este post a:

Todos os pobres de espirito
aos incongruentes
loucos e excedentes

aos invejosos
tinhosos
aos covardes
alarves

aos acomodados
em amores frustrados
aos interesseiros
q amam o dinheiro

aos "sonsos"
que nos enganam
e aos "afectados"
que nos amam

Aos convencidos
atraiçoados
perdidos

enfim... aos ranhosos,
falsos,
frustrados,
tinhosos,
maus e incompetentes
cheios de nada que ...
nos fazem ranger os dentes....................
................................
bom dedico e pronto

Filhos da P#%&()!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Os que podiam ser fantasmas

Encontrei um esta semana
para me recordar

que sobrevivi
que ainda estou vivo
que amei sem outras raz?es
que o amor n?o t?m.

Esperei pelo medo
que nao apareceu
e preparei-me para dor
que n?o aconteceu.

Encontrei um fantasma esta semana
para me recordar que estou curado.
E n?o sou um "fantasma" ao teu lado...

terça-feira, 29 de agosto de 2006

MANH? DE OUTEIRO

Como posso explicar-te as coisas mais banais
Feitas das promessas mais estranhas
Numa paix?o aonde tiro senhas

Sopra o vento de uma fresta de luz
Que escurece num ciclo vicioso
Torno-me amargo e odioso

Mas…

Esquecidas por um momento as almas doentes
Recordamo-nos dos amores mais ardentes

E logo na pressa de chegar
aonde se quer estar

Entranhada na madeira
Está o jeito que te insinuas
Ou ent?o amuas
Sentada ? minha beira
Olhas, ofendida do rumor
para contornar o meu corpo
deslizando aos meus lábios absorto
em tanto e t?o estranho acto de amor

O primeiro sorriso da manh? vai para ti
E para todos os que me acompanham
Neste ritual ou ciclo vicioso

há quem n?o deixe de pensar chorar
eu, torno-me vivo,

torno a gostar
e a sentir-me radioso.

domingo, 27 de agosto de 2006

Roubo


Vou roubar tudo o que possa
quebrar códigos e segredos
entrar e sair com uma raposa
fugir de ser preso.

Vou roubar tudo o que mais quero
seleccionar o que seja precioso
gastar o saque enquanto espero
saber estar na vida em gozo.

Vou roubar e ser apanhado
mostrar-me logo arrependido
dizer que estava enganado
e jurar que estou reconvertido.

Vou pedir clem?ncia
agarrado as grades de te amar
jurar a minha inoc?ncia
para em liberdade voltar-te a roubar

Vou, como ladr?o que sou,
esconder todos os tesouros em ti.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Equilibrio desigual de todos

Posso deixar que me consumas
entre o cigarro e o gin tónico
num pretenso texto irónico
estupido e catatónico
arqueado de prazer
como um cantor de tunas
deliciado e gelado
feliz aqui ao teu lado.

Quero que me gastes
algures me arrastes
como um soldado ferido
quase morto e transferido.

Quero o prazer do jasmim
petalas de um malmequer de jardim
raio de luz de um Sol que nos cega
dormir junto ao aspersor da rega.

Posso tudo isto e muito mais
morder e rosnar como os animais
deitar-me ao teu colo em jeito de gato
e aninhar-me mais no teu regaço.

Posso deixar que me ames
entre noites e dias
em que me chames
amor em fio de navalha
equilibrado num arame
desejo ardente e canalha.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Gnose

Anda tudo muito estranho nesta terra
o calor deve comer-nos a paci?ncia ao mesmo ritmo
que nos come a intelig?ncia.

Falta um pouco de quase tudo
e nao entendo porque nao me apetece nada...
ou quase nada.

Continuo a mover-me
mais depressa do que
me habituo a estar parado.

Estou cansado e preciso de férias
especialmente de mim...

quarta-feira, 19 de julho de 2006

POETAS

Para todos os meus poetas
que tocam
que leio
que chocam
que deixo a meio.

Para todos os meus poetas
que admiro
que segredo
que suspiro
que enfrento o medo.

Para todos os meus poetas
que chegam
que partem
que me fecham
que me abrem.

Para todo os meus poetas
seja um homem ou uma mulher
as palavras s?o como um querer
feitas de um amor sem horários.
A escrita, transforma-nos em amantes;
livros...tornam-nos solitários.

Para todos os meus poetas
um eterno obrigado.
E escrevam com vontade!
mesmo o que n?o seja verdade.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

A COR DAS PALAVRAS

Adoras este amarelo vivo no ar
que relembra um ver?o perto do mar.

Idolatras o azul do céu que nos cobre
eternizando o desejo que n?o morre.

Precisas do verde como uma manta
para te aquecer o coraç?o de esperança .

Anseias o vermelho da nossas bocas
ruborizando a pele quando me tocas.

Escolhes o rosa para te lembrar que és mulher
preto para te esconder alguma tristeza do viver.

Aceitas o cinzento para desistir por um bocado
como se tentar amar fosse um mortal pecado.

Hoje dou-te um pouco de laranja para aquecer-te a alma
como uma chama que me queima, diariamente, a calma.

"A cor é como um espectro da nossa vontade
pintando um pouco de tudo em todo lado
uma, tem sempre um arco-íris de verdade.”

1 dia, 2 países, 4 cidades,


? velocidade que percorro esta peninsula.

Carro, avi?o, comboio...

Quem me manda pedir...

terça-feira, 4 de julho de 2006

Sto Aleixo - o libertar da alma


Os passeios aos locais quase sem nome, ou sem pessoas
possuem a capacidade de nos tornar humanos

Correr todos os campos vazios
Aproveitar a falta de luz
para ficar mais perto do universo
E é, inexplicavelmente, nessa solid?o cósmica,
que nos sentimos mais humanos e apoiados.
? nos cheiros e nas cores que me sinto vivo

E quer no sil?ncio enorme ou no cantar das cigarras
apercebo-me de que na terra dos fantoches,
sou cada vez menos um deles.
sou cada vez mais
um prisioneiro de coisas muito maiores.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

MAPA DE TODOS OS SENTIMENTOS

Temos muitos sinais
feitos de pontos cardinais.
Temos estradas de desígnios
entre montes e caminhos
tracejada de riscos contínuos.

E apesar do teu Norte
da nossa aparente falta de sorte,
sinto que n?o partes para lado nenhum
enquanto a partida de algum
n?o for um sentimento comum.

Temos por agora um beco
feito sem aparente nexo
Temos rotas quase falidas
entre reinos de mentiras
em mapas feitos de vidas

E apesar da nossa morte
da tua aparente falta de sorte,
sinto que n?o partes para outra ficar
enquanto a partida para quem amar
n?o for um sentimento a respeitar.

Temos muitos sonhos planeados
feitos de astros encantados.
Temos demasiado tempo
para decidir o momento
em que cesso o lamento.

E apesar do teu Norte
da nossa aparente falta de sorte,
sinto que n?o partes para lado nenhum
enquanto a partida de algum
n?o for um sentimento comum.

Temos demasiado de tudo
e t?o pouco de futuro
Temos mapas de sentimento
com um destino por momento
estradas de alegria e becos de lamento.

E apesar da nossa morte
da tua aparente falta de sorte,
sinto que n?o partes para outra ficar
enquanto a partida para quem amar
n?o for um sentimento a respeitar.

E apesar do teu Norte
da nossa aparente falta de sorte,
sinto que n?o partes para lado nenhum
enquanto a partida de algum
n?o for um sentimento comum.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Rascunho


As folhas de rascunho querem-se simples como um desejo

para fazer das palavras escritas um beijo.

Traços e riscos seguidos de momentos de pausa

como se cada palavra fosse um rebelde a lutar pela causa.

Para escrever algo que faça sentido

é preciso desejar e viver o que n?o seja fingido.

Entre o papel simples e o complicado

prefiro o verdadeiro, n?o o inventado.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

PROFUS?O DE LETRAS...

N?o entendo como posso escrever um texto de enormes e profusas palavras para me convencer de absolutamente nada.

Provavelmente n?o devia dizer nada e sonhar que a tua verdade, absoluta e conclusiva, está errada e... inacabada .

Remeto as minhas respostas semelhantes a perguntas para as coisas vazias que justificam a tua vida a preencher parte da minha.

Todo um sil?ncio de palavras confusas de raz?es obscuras passam neste momento em que n?o te vejo e no entanto estás ao meu lado... em todo o lado.

E assim ficam os olhares trocados em qualquer rua de qualquer cidade em qualquer outro mundo que n?o seja este.

É confuso? n?o é?

Bom, falemos ent?o de coragem, ou melhor, falemos de desejo ou de vontade, aí sim, aí podemos começar a deslindar o novelo de uma história nunca escrita mas demasiado falada.
As opç?es de vida, os riscos que corremos ardilosamente delineado por nós tornam-se o primeiro sinal de desespero.

E ? noite, quando me sinto sozinho,
sinto-te ? minha volta.
E ? noite, recordo-me que vida é uma eterna escolha feita de acordo
com os mais prolíferos e dispares motivos.

Quando escolhemos mal, n?o é pela escolha errada, é pelos motivos errados.

Depois desse desejo intenso de mudar e corrigir o errado, criamos as primeiras letras de um desejo feito de uma primeira e eterna vontade daquelas palavras que nos v?o fazem sentir completos e tudo fica certo.

Até lá, sinto que entendo cada vez menos o amor ? medida que cada vez mais, escrevo sobre ele e ....

adoro o sil?ncio quando ele me explica tudo.

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Somente...amor

Somente os poemas, amor
aqueles que n?o recordo.
Somente os temas, amor
aqueles que n?o concordo.

Somente as palavras, amor
aquelas que n?o magoam.
Somente as estradas, amor
aquelas que n?o matam.

Somente os amigos, amor
aqueles que n?o cobram.
Somente os inimigos, amor
aqueles que ainda sobram.

Somente as estaç?es, amor
aquelas que nos mudam.
Somente as raz?es, amor
aquelas que nos ajudam.

Somente os olhos, amor
aqueles que nos derretem.
Somente os escolhos, amor
aqueles que nos impelem.

Somente as tristezas, amor
aquelas que nos ferem.
Somente as incertezas, amor
aquelas que nos diferem.

Somente, amor
aqueles e aquelas.
Somente e apenas, amor
coisas que s?o belas.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Quero que tu saibas

Quero que tu saibas que o limite da tua aus?ncia
converte-me numa pessoa melhor
plena de sonhos e de amor metafórico.

Um viajante em terra estranha
teia ondulante donde sou a aranha.

É o extremo que me importa.
Sair de mansinho
ou rebentar com a porta
Viver demasiado tempo sozinho
Ou ter orgasmos seguidos

até parecer que estás morta.

Quero que tu saibas tudo isto
Porque és tu…esse extremo.
Quero que tu saibas o porqu?
Do ainda e aonde eu resisto.

Quero que tu saibas tudo isto.

somos tudo o que podiamos ser
desde que a regra, o extremo
nao nos faça sofrer...

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Azul


Torna-se teu este Azul,
a brisa transforma-te em cheiro.
Suavemente acaricio este areal
que me relembra a tua pele.
Nesta praia, afogo-me em desejos de ti.

sexta-feira, 26 de maio de 2006

ACTO DE VITÓRIA EM LIVRO DE MEMÓRIA

Tu és o Castelo
onde o meu desejo mora
Aquele em que fiquei preso,
nas tuas paredes de masmorra.

As palavras foram correntes
os sentimentos grilh?es
No meio de tanta gente,
fui prisioneiro das emoç?es.

Tu és o mar alterado
onde o meu coraç?o navega
Cabo das Tormentas assinalado,
onde sobrevive quem te sossega.

As palavras foram barcos
os sentimentos turbilh?o
No meio de tantos náufragos,
fui navegador de coraç?o.

Tu és a naç?o derrotada
onde fui soldado vencido
A guerra está terminada,
na batalha em que saio ferido.

As palavras foram cargas
os sentimentos canh?es
No meio de tantas marcas,
fui salvo das explos?es.

Tu és o livro fechado
com a minha dedicatória
Guarda bem estas palavras,
porque o livro, é de memória.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

RECORDO-TE

Recordo-te novamente
no meu estado ausente
prescrevo-me em anseio
com palavras, pelo meio.

Saudades,
porque sei onde te perdi
Saudades,
de me sentir perto de ti
Saudades,
pelo passado que gostei
Saudades,
dos sítios onde te amei.

Recordo-te continuamente
mesmo distraidamente
por isso, mordo a calma
quando me envenenas a alma.

Saudades,
porque ainda te vejo
Saudades,
porque ainda te desejo
Saudades,
de um teu qualquer cheiro
Saudades,
do teu corpo quase inteiro

Relembro-te manh? e agora
aqui ou a qualquer outra hora
nem tudo o que deixamos encerrado.
fica sempre e eternamente do outro lado.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Matem-se os poetas


Subitamente as palavras tornam-se t?o funestas,
como uma doença invisível nas letras de uma receita
trespassando a alma para atingir a maleita
Retornam as recordaç?es como feridas em carne viva
e as imagens recheadas de cheiros familiares
numa frase de nomes amaldiçoados

Matem-se os poetas
Por estarem t?o irremediavelmente perto dos nossos segredos.

O Cosmo

Torna-se meu, o Cosmo infinito
as palavras quase lunares
pertence-me um astro de grito
todas estrelas, alguns quasares

Torna-se meu, o vácuo estelar
inócua sensaç?o de partida
gravidade que compele a ficar
só, em compasso de despedida

Torna-se nosso o eclipse
feito de sobras de luz
nele delineamos a elipse
astros de vida, feitos em cruz

Torna-se infinito todo espaço
a vida cíclica de um cometa
No Universo, sou um traço
Na orbita da vida...sou asceta.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Jupiter


Esta noite escutei as estrelas.
Todas me pareceram belas
preenchidas de velhas memórias
recordou-me uma igreja de velas
iluminada de mil e uma historias.

Esta noite escutei as estrelas.
Falavam de desejos e sonhos
escritos na alma de todos nós
por tudo o que ainda n?o somos
sentimos mais força na voz.

Esta noite...
na brisa da terra
inventei estrelas cadentes
no cume de uma serra
longe de todas as gentes.

Esta noite...
sob este manto escondido de luz cinzelada
cantei ao mundo na alma de uma guitarra
porque entre todos os astros do universo
esta noite, estavas tu no querer do meu verso.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Introduction

Just leave yourself along the way
just for a while
I´ll come along to pick
just to pick you
just for a while

I´ll come along and say:

"We move in misterious ways"

Esboço cheio de um poema vazio

Fim da mágoa
defunta pandora
transparente água
incolor e inodora.

Nova etapa
requer estudo
alguem que faça
ess?ncia de tudo.

Dor sem palavra
vingança sem dor
resume a safra
da morte do amor.

"...Quem espera com sentimento
raramente desespera,
ganha somente mais tempo
para preparar a guerra..."

terça-feira, 2 de maio de 2006

Estratégia

Sem vitória assegurada

meio obscura, muito delineada

preparo a minha alma

com estratégia de soldado

Observo os teus movimentos

com antecipada atenç?o

para um dia, em sil?ncio

ocupar a trincheira escavada

no teu coraç?o.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Pinturas


Pinta-me com as m?os
preenche-me espaços
utiliza a imaginaç?o
esboça-me os traços.

Pinta-me sem tremores
todos os teus receios
num pastel de cores
por todos os meios.

Pinta-me com a alma
o coraç?o aos pedaços
inventa-me uma calma
desenhada nos teus braços.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

FADO FAZ DE CONTA

Faz de conta que me odeias
que n?o podes viver sem mim
finge como te chateias
quando me desejas até ao fim.
Faz de conta que te entristeces
quando n?o consegues parar de rir
finge como te aborreces
que já n?o me queres ouvir.
Faz de conta que tens outra paix?o
que n?o vives algures neste fado
finge a realidade numa ilus?o
quando custa passar ao lado.
Faz de conta que n?o te mói
que n?o desejas outra cor
finge como a vida n?o dói
quando estás pintada de dor.
Faz de conta que estás certa
quando tudo está errado
o amor, vive de alma aberta
a mentira, de amor fechado.

(Quero que tu saibas porque nao sou o que pensas
e poderei ser muito mais do que esperas.)

quinta-feira, 20 de abril de 2006

A CIDADE AO ACASO

Ao acaso na ruas
vielas e esquinas
becos e ardinas
desta cidade que eu gosto.
Do Jardim do Tourel
ao café do Sr. Manuel.
O deslizar do rio que me
guarda alguns segredos
e outros medos.
Dos passeios em pedra branca
gastos de tanta vida
em compasso de despedida
feitos para ti.
Nas promessas e encantos
sentado na Igreja dos Anjos
Dos teus cheiros
? Rua dos Fanqueiros
O alto das muralhas do Castelo
onde te guardo e revejo
porque sinto o teu beijo
aquele escondido, no Saldanha
ou Monsanto
entre as lágrimas e encanto.
De Belém ? Expo
é tudo um pretexto
para te amar
nesta cidade.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

O mais incompleto estudo de mim

SINTO-ME TERRA E MAR
SINTO-ME PÁSSARO
QUE N?O PODE VOAR
NAUFRÁGIO DE NAVIO
PRESO AO AMOR QUE ME TRAIU

SOU NUVEM QUE APARECE
OU O SOL QUE AQUECE
VULC?O PLENO DE CINZAS
EM ILHA DE ÁGUAS LIMPAS

SOU ANIMAL SELVAGEM EM PERIGO
ANJO DE CORAÇ?O PARTIDO.
SOU ADOLESCENTE AZARADO
PROFESSOR LETRADO
MORRO DE AMOR E...
JÁ N?O ESTOU APAIXONADO.

SOU REVOLUÇ?O FALHADA
REBELI?O DECLARADA

SOU HUMANO SONHADOR
PAI E ACTOR
EGOÍSTA POR NECESSIDADE
GENEROSO POR VAIDADE
SOU GELO E DOR
LUZ E CALOR

SOU PESSIMISTA ASSUMIDO
MAS ADORO ESTAR VIVO
SOU LÁGRIMA CAÍDA
EM TRISTEZA E MELANCOLIA
SORRISO ABERTO
COM O AMOR POR PERTO.

SOU INJUSTO NAS PALAVRAS
QUANDO NELAS
NADA POSSO AMAR.

domingo, 16 de abril de 2006

Se eu...

Se eu te pudesse explicar
aqui, devagar...
A confus?o, a dor
de tanto amor para dar
e n?o saber por quem
ou porqu? começar.

Se eu pudesse
aqui, agora
deitar esta tristeza para fora.
Sem chorar... no sil?ncio
escondido no escuro do meu olhar.
De perder, de errar, de gostar.

Se eu pudesse
neste mesmo segundo
soletrar a palavra "amor"
sem a questionar.
Grita-la bem alto
onde só tu e os anjos a ouvissem.
a soletrasses nos teus lábios
como eu a imagino...

Se eu pudesse
no futuro
dizer adeus a quem ficou para trás
sem chorar...

Se eu puder... eu faço-o.
por mim, para começar...

quarta-feira, 12 de abril de 2006

A DECIS?O


Decidi ser eu próprio
amar-te em segredo
viver em amor tórrido
perder em ti, o medo.

Decidi por fim, sozinho
respirar-te com o corpo
embriagar-me no vinho
de todo o amor morto.

Decidi, esconder-te o luto
ser feliz em qualquer lugar
esquecer parte de tudo
ter em ti, algo para amar.

Decidi tomar uma decis?o
viver com ela até ser feliz
ouvir para sempre o coraç?o
sem saber o que ele me diz.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

UMA HISTÓRIA

Pode o nosso amor escrever uma história
imprimir a vida em contínuos prefácios
marcar as páginas de desejo com a memória
analisar momentos como se fossem rácios.
O nosso coraç?o é livro de capa dura
dividimos os sentimentos por títulos.
Com ilustraç?es, aguarelas ou pintura
falta-nos o mais importante... todos capítulos!!!
Era uma vez... uma história feita de loucura.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

AO VER-TE

Sento-me perto,
em sil?ncio, escuto-te,
pronto a assimilar tudo o que dizes e v?s.
Em compasso de imagens pequenas,
com notas de rodapé,
falas de homens de Fé.

Guerras e guerrilhas,
atentados e outras armadilhas.
Política e apoio.
Separar o "trigo do joio".
Falas de sonhos e promessas
enroladas em peças.

Observo-te assustado,
levemente amaldiçoado.

Ao ver-te,
ignoro-te palavras;
retiro as imagens,

mudo de assunto,
nesse poço sem fundo.

Torno-me uma espécie de aprendiz,
nesse estranho quadro de giz.

Exibes a morte como se ela fosse normal,
e a seguir falas-me das compras de Natal!?

Ao ver-te assim.
Esta noite...n?o esperes por mim.

terça-feira, 28 de março de 2006

Desabafo do Dia

"Sonhei contigo e tu nem podes imaginar
quanto custa acordar e suportar
o longo dia que me provocas
no desejo em que me tocas
ensonado num olhar estranho
que me trespassa e esconde o coraç?o"

sexta-feira, 24 de março de 2006

PARAQU?DIZME

Para mim fica tudo
um pouco de nada
um bocadinho de futuro
ao fundo da escada

Para ti fica nada
um pouco de tudo
um caminho escuro
numa estrada iluminada

Na carta escrita
ficas tu com os selos
Guardo eu os sonhos
entre os teu cabelos

Para mim fica tudo
Para ti fica nada
Para ti...ficou a partida
Para mim...a chegada

segunda-feira, 20 de março de 2006

TERRORISMO DE AMOR

Vou colocar uma bomba
perto do teu coraçao
chegar como uma pomba
partir como um furacao.

Vou colocar uma bomba
na defesa de uma causa
vou arrebentar a bomba
nesta vida sem pausa.

Vou colocar uma bomba
fazer um buraco na alma
arrasar tudo numa onda
queimar o que me acalma.

Vou colocar uma bomba
sou um mártir de amor
vou colocar uma bomba
sou terrorista de uma só dor.

Vou colocar uma bomba
sou um ser desesperado
vou colocar uma bomba
morrer mesmo ao teu lado.

Vou colocar uma bomba
como fanático assumido
vou arrebentar a bomba
no que já nao faz sentido.

Vou colocar uma bomba
junto a tudo o que somos
vou colocar uma bomba
e acabar o que já fomos.

terça-feira, 14 de março de 2006

Uma história de atrasos

Acordou cansado naquela manh?, o gosto metálico que lhe parecia sono, inter-cortado pelo tresmalhar de vozes da rádio no despertador. Estava atrasado, fechou os olhos mais uns segundos no calor da cama a pensar se teria tempo para o banho ou teria de ser mais um "barba e roupa".
N?o deu pela barba, mas a roupa estava fria.
No trânsito para Lisboa, escondeu-se na fila a caminho para o trabalho.
A chuva continuou a escorrer no vidros silenciosamente como se fizesse o ritmo da música que tocava.
N?o se apercebeu do caminho, mas ainda chovia quando chegou ao emprego.
Arrumou no primeiro espaço que encontrou e caminhou calmamente para o café, ainda tinha 7 minutos e 38 segundos para n?o "estar atrasado".
Sorveu o café e mastigou por algumas vezes o bolo que lhe tinha parecido minimamente apetecível, o gosto metálico passou...
Ainda tinha dois minutos, pagou e saiu no mesmo sil?ncio urbano que tinha entrado.
A chuva tinha parado, óptimo!
Despiu-se e apanhou a 1? onda da praia do Tamariz da 09h30 da manh?.
O primeiro sorriso do dia apareceu e desapareceu naquele momento.
M..... já estou atrasado, adormeci outra vez!?

Aquário


Este enorme e inexplicável peso
submerge t?o rapidamente os ombros,
como nos afoga, lentamente, o coraç?o.

Hoje, somos um naufrágio entre escombros
jazidos no fundo de uma réstia de paix?o.

Amanh?, na areia de um leito seco
seremos todos os peixes do mundo
confinados a um aquário de desejos
geometricamente vítreos e profundos
mas transbordante de futuros beijos.

segunda-feira, 13 de março de 2006

A CHACINA MARICAS

Esta noite matei 234 avi?es inimigos
chacinei 857 monstros
e matei 178 inimigos
dinamitei 17 edificios e 7 pontes
marquei 21 golos
defendi um penaltie e sofri outro
mudei de táctica 87 vezes
fiz 33 golpes mortais

Depois fui para cama e
agarrei-me ? almofada.

Estou feito um maricas!!!

sexta-feira, 10 de março de 2006

CASTELOS


Se de castelos pudesse fazer sonhos
e acreditar que as nuvens s?o muralhas
Se aí pudesse escrever os desejos
que as estrelas pudessem ler.

quinta-feira, 9 de março de 2006

A promessa de esperar sem sil?ncio


Vou esperar por ti
a curiosidade mescla-se com o desafio
o desejo impele-me a esta paragem.

Nao prometo que seja muito tempo
mas tambem nao garanto que me va embora

Vou esperar mais um pouco
fumar um cigarro e hipnotizar-me no fumo

Vou cortar tempo com olhares vago ao relógio
que nao uso por mero despeito ? regra.

Nao prometo planear uma saida
quando nem sei se queremos ficar

Vou esperar
Nao prometo quanto tempo

Mas vou esperar sem relogio
e acreditar que ha dias assim...

quarta-feira, 8 de março de 2006

terça-feira, 7 de março de 2006


Todos nós procuramos entre os milh?es de pontos luminosos a nossa lua, o nosso astro guia.
Fechamos os olhos esperamos que todo aquela luz nos ilumine,
nos aqueça e ampare madrugada e nos d? força para o dia seguinte.
Na verdade procuramos a Lua de alguém para podermos chegar ? luz e calor do sol que a precede ou antecede.
Para que o nosso amor nunca arrefeça ou escureça.
Esta noite vou voltar a procurar...

Depois conto.

segunda-feira, 6 de março de 2006

A ELEGIA DA RECUSA

Recuso-me a ceder a desilusao
Fazer dela tema de desculpas
Viver e arcar todas as culpas
usar todas as palavras em vao

Recuso-me a derrota pre-fabricada
Ao amor falso de gente parada
Partir para um futuro falso
Em jeito de mero percalco

Recuso-me fazer tudo
a quem nao merece nada

S. Outeiro

sexta-feira, 3 de março de 2006

Fazes-me falta

Fazes-me falta
necessito de sentir-te
passear entre as tuas cores
perder-me nos teus cheiros
quero tanto o teu silencio
como desejo o teu ruido
Tens algo que é meu
e eu tenho tudo para ti
fazes-me falta Lisboa
fazes-me demasiada falta

quinta-feira, 2 de março de 2006

As letras da minha vida

Metamorfose Ambulante
(Raul Seixas) Warner Chappell


Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opini?o
Formada sobre tudo

Eu vou lhes dizer
Agora o oposto do que eu disse antes

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opini?o
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opini?o
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanh? já se apagou
Se hoje eu lhe odeio
Amanh? lhe tenho amor
Lhe tenho amor, lhe tenho horror
Lhe faço amor, eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opini?o
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opini?o
Formada sobre tudo

sábado, 25 de fevereiro de 2006

WAR ME UP

A Soldier fights a war
at someone's back door
A Soul feels the danger
when love is a stranger.

War me up
launch me high
hold me up
squeeze me tight

My skin comes under fire
I was hit by desire
Lies lay beside my cold bed
whispering truth in my head

War me up
love me tonight
I'm going up
in your flight

I can see you running
take a look at my wound
death is coming
to take me at is womb

War me up
it feels right
don't give up
in a lost fight

Burning in anger for being na?f
tear my heart out just to hear it beat.
Suddenly Hates becomes my only lover
of all the cropped images gone over

War me up
I'm a soldier in pain
take me up
I feel the rain

As my day turns into night.
tears appear in someone's eyes.
You War me up until I die
I just love a good fight...

Sérgio Outeiro

O doente verbo de querer


Quero que me leias e me perdoes
nao posso continuar a ser-te fiel
descobri que nao preciso de ti, assim
eu sei que ja o tinhas entendido e sentido
ha demasiado tempo para continuares perto.
Nao entendo porque te enganas,

Quero que tu saibas que eu sei que tu nao me amas
Quero que me leias, eu perdoo-te
Quero-te demasiado para nao te sentir minha.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Barcelona vs Lisboa

Toda a gente fala de Barcelona
concordo que pode ser interessante, moderna, agitada... catala?a

Mas...

Prefiro Lisboa... mais pobre, mas Lisboa, sem duvida...

P.s - Tem mais sol q Madrid mas continua faltar .... cor?!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

A FALTA DE SOL

Sinto falta do Sol
aquela luz escondida
pela dimensao urbana
do plano traçado
do qual nao quero parte


Desejo a urbanidade saloia
das rua romanticas
que nao envergonham o sol
e antecipam o cheiro do teus cabelos
quando se tornam reflexos de luz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Palpar

Mis manos abren las cortinas de tu ser
te visten con otra desnudez
descubren los cuerpos de tu cuerpo
Mis manos inventan otro cuerpo a tu cuerpo

Octavio Paz

Um voo que mais parece uma "trip"

Vou procurar controlar-me
Vou pensar que estas perto e esquecer-me porque estou tao longe
Quero um voo so para mim

passear-me no corredor do aviao
descansar os olhos nas nuvens
parecem sonhos as nuvens.... parecem sonhos... dos verdadeiros.

Vou aterrar perto de ti

esperar que me digas para alterar a rota
e esperar-te num ponto qualquer deste mundo
onde os sonhos tenham nuvens que parecem verdadeiras.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

MADRID - O interior da alma no meio de Espanha

Nesta cidade continuo a caminhar pelas ruas com um cheiro que nao me pertence
tudo fabricado por uma lingua que se estranha e depois se entranha.

A comida mata-me, as horas deixam-me confuso e o frio cinzento aprisona-me
a noite descobre as saudades das coisa que tomamos por certas
especialmente quando as cruzo e as comparo com o meu pai
sentados em mais um cafe cheio de tabaco e futebol (apesar das restriccoes, fuma-se mto qdo se pode) e o tabaco e muito mais negro que a cidade

Em Madrid a descoberta esta mais perto do interior do nosso corpo
do que no enorme exterior das 6 milhoes de almas que nos rodeiam.

Beijos de um emigrante temporario.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

MADRID - A entrada

Alguem uma vez escreveu que um homem so entende
o seu lugar no mundo quando o procura fora do seu bairro. A verdade... e que estava certo.

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A CLARIDADE PRESENTE

E porque hoje há uma luz estranha
uma alegria que se entranha
uma fuga para um imenso arco-íris
que suavemente nos limita a íris.

E porque hoje há um novo dia
de um mundo que anuncia sábios
sem pequenas verdades
ou génios sem grandes vaidades.

E porque hoje há novas pessoas
de uma claridade de coisas boas
iluminadas na escurid?o do desejo
presas ? fugaz luz de um beijo.

E porque hoje sonhamos
e amanha mudamos
e porque hoje odiamos
o que amanh? amamos.

Sérgio Outeiro

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

FIX YOU - COLDPLAY

When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
when you love some one but it goes to waste
could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above or down below

When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream down your face

When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I
Tears stream down your face
I promise you
I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I
will try to fix you.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

EU... PORRA.... EU

O STRESS


É inacreditavel a capacidade que esta palavra tem no nosso corpo,
no nosso dia a dia... e nas nossas noites.
A verdade é que ela existe porque somos humanos, e somos diferentes
diferentes na capacidade de olhar os outros
e com isso encarar o "stress", ou melhor...
OS NERVOS que nos causam.
Bom, entrando na causualidade de raz?o nenhuma.

Eu sou um stressado, porque me deixo stressar pelos outros.

Se n?o fosse um stressado, seria:
a) Um convencido
b) Um alienado com problemas
c) Um corno manso
d) Um pató
e) Um politico
f) Um dirigente de um grande clube nacional
g) Um aspirante a Filosofo ou artista

Como n?o sou, VOU STRESSAR MAIS UM BOCADINHO COM ESTE GAJO!!!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

A QUEIMA

Porque nos consome tudo este imenso mar de fogo
este calor absurdo que nos torna incandescentes
expelimos os últimos suspiros de cinza
em espirais feitas de chamas e fumo.

Porque nos incendeia todos sentidos
este suor transformado em lava
que atiça até a combustao
e derrete-nos a palavra.

Porque este intenso queimar de desejo
este crepitar de lenha feita de pele
extingue lentamente a nossa chama
sem nos libertar do cheiro.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Estou irremediavelmente apaixonado por ti...

Eu sei... desculpa a sinceridade...

Nem consigo entender porque, se calhar descobri que afinal, estou vivo!!!

N?o olhes assim para mim (porque eu gosto dos teus olhos)

Bom...

Tenho mesmo ver se te encontro novamente...

Isto de sonhar acordado... dá cabo de um sonhador

Somente trocos...

Seguro as tuas maos,
como prendo a minha alma.
Amo-te por seres paixao,
desejo-te inteira; calma.

Vida ganha com alento
torna-se constante desejo,
no gosto de um fugaz momento
re-descobrimos amor num beijo.

Sem promessas ou utopia
de viveres constantes,
entre trocos e demasia
tornamo-nos felizes
tornamo-nos amantes.